Indumentária
  # Coleção Sophia Jobim Magno de Carvalho
Museóloga e desenhista, Sophia Jobim lecionava na Escola Nacional de Belas Artes a disciplina de Indumentária Histórica. Através de suas constantes viagens pelo mundo, colecionou um vasto acervo de trajes típicos, fundando, em 1960, o primeiro Museu de Indumentária Histórica e Antigüidades da América Latina em sua residência no bairro carioca de Santa Teresa.
Toda a coleção Sophia Jobim é doada ao Museu após a sua morte. Os trajes típicos são preservados na Reserva Técnica, os livros na Biblioteca e os documentos textuais e iconográficos, inclusive livros de receitas de pratos regionais e álbuns de fotografia de eventos relacionados à trajetória da titular da coleção, estão à disposição do pesquisador no Arquivo Histórico.

# Coleção Uniformes Militares
A coleção de uniformes militares é composta por 836 documentos iconográficos, dos quais destacam-se 228 aquarelas de autoria de José Wasth Rodrigues; álbuns de aquarelas, do século XVIII, de uniformes militares do período colonial e de desenhos copiados de modelos de uniformes existentes no Arquivo Histórico e Colonial de Lisboa. O valor documental destas obras reside na constituição dos traços da indumentária militar brasileira, do período colonial ao republicano, tornando-se fonte de consulta obrigatória com relação a este tema

# Le Moniteur de la Mode
Le Moniteur de la Mode é uma das obras da coleção que se destaca por apresentar a moda através dos belíssimos trabalhos de ilustração realizados por importantes artistas como Jules David, E. Prévent entre outros. Eles desenhavam, principalmente, mulheres e crianças passeando ao ar livre e no interior de residências. Várias cenas da vida cotidiana também eram representadas como o luto e o casamento, a maioria em pranchas coloridas.
Seu conteúdo apresenta além das imagens inúmeros textos sobre o embelezamento feminino, estilo de penteados, detalhes sobre os vestuários como bordados, chapéus, sapatos e diversos anúncios de época.
O periódico foi publicado pela primeira vez em 1843, com tiragem semanal sendo a paginação de forma continua chegando a atingir 622 páginas por ano. Até os dias de hoje é uma importante revista parisiense. Nossa coleção é formada por exemplares dos anos de 1879 a 1881, apresenta um intervalo e retorna como o ano de 1886.
LE MONITEUR DE LA MODE : journal du grande monde. Paris : Adophe Goubaud & Fils, 1877-1881, 1886.

# Usi e costume antichi e moderni di tutti i popoli del mondo
BELLINZONI, L. Usi e costumi antichi e moderni di tutti i popoli del mondo. Roma : Perino, 1889. 4 vol. Esbanjando das múltiplas variedades das cores e da sobriedade das imagens em preto e branco, a obra é riquíssima ao registrar não só os trajes mas também os usos e costumes dos povos em seus vários momentos. O autor buscou retratar fatos históricos, comportamentos em diversas cerimônias, uniformes militares, indumentária indígena, o povo e a realeza. Buscou mostrar os detalhes dos interiores dos palácios das residências e paisagens.
Com textos e imagens enriquecedoras o autor descreve no volume 1 a Europa, desde os tempos antigos até a Idade Média; no volume 2 a Europa, desde a Idade Média até o séc. XIX; no volume 3 a Ásia, desde os tempos antigos até o séc. XIX e no volume 4 a África, as Américas e a Oceania, desde os tempos antigos até os atuais.
Os desenhos que ilustram a obra foram feitos através da técnica de cromolitografia. Algumas em alto relevo, que significa litografia em cores, obtida pela impressão sucessiva, com as tintas escolhidas, das pedras ou chapas de metal onde foram gravadas em separado as várias partes do desenho.

# 1898 L'épopée du costume militaire français
BOUCHOT, Henri. L'épopée du costume militaire français. Aquarelles et dessins originaux de Job. Paris : L. M. May, 1898. A obra reproduz militares franceses em diversos momentos de suas atuações. Várias imagens retratam os militares junto ao povo, em momentos de prontidão, em batalhas, com uniformes de gala em solenidades civis, militares e religiosas. Nesta obra é possível observar os detalhes das fardas com seus acessórios, a evolução das armas de fogo e dos meios de transportes utilizados em cada época. As aquarelas e os desenhos desta obra foram realizados por J. Onfroy De Breville. Ele foi um dos mais importantes artistas que retratam a história militar francesa do século XVIII. Seus trabalhos influenciaram muitos artistas modernos. As ilustrações de JOB eram interessantes e tinham muito mais sentimento ao realizar seus trabalhos do que os artistas do século XIX.

# 1887 Les bijoux anciens et modernes
FONTENAY, Eugène Les bijoux, anciens et modernes. Paris : Société D'Encouragement, 1887. Eugene Fontenay, 1824-1887, nasceu em Paris. Aos 24 anos de idade iniciou o seu próprio negócio. Foi encarregado de fazer um leque para a rainha de Portugal e um elegante diadema para a imperatriz Eugenie. Ele era muito talentoso. Criou sabres, espelhos, sombrinhas, serviços de jantar, cachimbos, estátua funerária feminina, broches, braceletes, pingentes, anéis, cordões, pulseiras entre outros.

# Vestuário
::: Indumentária Militar
Com variados exemplares - como as sobrecasacas e túnicas azul ferrete que vestiram muitos de nossos heróis na Guerra do Paraguai, o poncho e o quepe usados na Rendição de Uruguaiana pelo imperador D. Pedro II aos uniformes femininos que já fazem parte das nossas Forças Armadas.
::: Indumentária Etnográfica
As formas vestimentares utilizadas pelos membros de um mesmo grupo social Nos permitem examinar suas relações com diversos aspectos de sua cultura e tradições locais de diversos países com China, Portugal, Alemanha, Espanha, Japão, Equador, México, Peru, Guatemala e outros mais. É uma profusão de Cores típicas e materiais que através de seus signos visuais revelam as diferenças e igualdades dessa nossa aldeia global. Todas as peças pertencem a coleção Sophia Jobim Magno de Carvalho
::: Indumentária civil do Paço Imperial
A Casa Imperial Brasileira formou sua Corte, nos moldes portugueses, com servidores escolhidos tanto na nobreza quanto entre pessoas que se destacavam por seus grandes méritos, formando o Corpo de Oficiais Maiores ou Menores. As bordaduras emblemáticas de suas casacas determinavam suas nobres funções.
::: Indumentária Social - trajes infantis e da vida adulta, femininos e maculinos - relacionados com a Moda
Como reflexo da sociedade os trajes mostram como a aparência é uma construção que envolve conceitos e práticas culturais corporificadas pelo fato de que corresponde, através das práticas sociais, dos conceitos culturais, dos ritos de passagem, da intimidade e do lazer, ao estilo de vida de uma determinada época, associando visualidades através de silhuetas e signos representativos. Para explicar o fenômeno da Moda e sua evolução, há que se reportar às forças que dela se apoderam — sejam elas sociais, econômicas ou políticas — e nela se exprimem, criando formas, linhas e cores, enfim, toda a multiplicidade que define os movimentos artísticos em cada período.
::: Indumentária do Trabalho
Constituída por roupas diretamente relacionadas aos trabalhadores e suas atividades. São extremamente importantes tanto como forma de expressão e adaptação do homem para as exigências do mundo moderno, como para a percepção de inúmeros simbolismos, pois carregam uma série de informações sobre aqueles que participam efetivamente da construção do país. Os trajes da Comlurb, dos Correios, da usina nuclear de Angra e da Varig por exemplo, convivem lado a lado com a roupa de médico que pertenceu ao Dr. Ivo Pitanguy e a da bailarina Ana Botafogo.